Entre fogueiras e fusos: a nossa história começa assim.
Nos vimos pela primeira vez numa festa junina — e nada ali tinha sido combinado.
De um lado, o primo “portuga” visitando a igreja. Do outro, a moça da mídia, que produzia conteúdo pros jovens.
Ele, sem planos de se apaixonar.
Ela, com um olhar atento.
No meio de tanta gente, de músicas altas e o calor da fogueira, os olhares se cruzaram.
E, num pensamento quase silencioso, os dois disseram pra si:
“Hum... interessante.”
A primeira conversa veio dias depois, em um casamento — o casamento do primo.
Parecia só um papo despreocupa, mas o sorriso dela o fisgava novamente, e aquele diálogo foi ficando marcante.
Virou mensagem. Depois chamada. Depois rotina.
Falavam de trabalho. Depois de vida.
Depois de tudo.
Até que o que separava os dois — sete mil quilômetros e um oceano inteiro — ficou pequeno.
Porque no fundo, eles sabiam: não era sobre distância.
Era o começo de alguma coisa.
Namoraram primeiro pelo fuso.
Depois pelas malas.
Agora, pela vida.
E, quem sabe, pelas nações.
Essa cerimônia carrega tudo isso: encontros improváveis, idiomas entrelaçados, cheiros de saudade e símbolos de pertencimento.
E talvez, acima de tudo, a certeza de que “casa” não é um lugar.
É um encontro de corações.
E tudo o que a gente decide carregar dentro deles.